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Um tónico da vida

por Miguel Reis, em 21.08.14

O mês passado li uma interessante entrevista na Marketeer a um ex-banqueiro da JP Morgan que decidira desistir da sua carreira na banca para lançar uma marca de gin. (How cool is that?) Enquanto lia a entrevista pensava para mim o quão interessante seria conhecer aquela figura e dar-lhe os parabéns por ter arriscado a sua carreira em prol de um sonho. Falo de Anshuman Vohra, CEO do gin BullDog.

 

Nos últimos dois anos, cultivo um ritual muito próprio de enviar uma mensagem a responsáveis por histórias, projetos ou episódios inspiradores que vou lendo e este episódio não constituiu exceção. É evidente que nem sempre obtenho feedback, mas, como o meu único objetivo com este ritual é "apenas" dar a conhecer a alguém que o que está a fazer tem significado, fica sempre a sensação de dever cumprido. Além do mais, tenho para mim sempre bem vincada uma velha máxima que li pela primeira vez no (agora gratuito) livro do CEO do projeto TrendHunter.com, Jeremy Gutsche - "expect the best, but be prepared for the worst"...uma máxima que assenta bem a um consultor de comunicação, creio.

 

Após a mensagem enviada, não só obtive feedback, como houve lugar para 20 minutos de uma agradável conversa sobre diversos temas que cuja partilha é irrelevante.

 

Dias depois, fruto de um convite do próprio, conhecia pessoalmente Mr. Anshuman num evento da marca e tinha a possibilidade de lhe dar os parabéns pela sua história de vida.

 

Este episódio é-me particularmente relevante de partilhar porque me permitiu conseguir ligar alguns pontos que andavam soltos, nomeadamente:

 

  • O caso de um colega de liceu que começou um blogue sobre BTT e ciclismo e nunca mostrou interesse em aceitar o meu convite para lhe dar algumas dicas sobre como gerar mais notoriedade para o seu projeto;

  • Um colega de faculdade que não tinha emprego e depois de lhe conseguir arranjar uma entrevista, na véspera, me disse que tinha de reagendar porque já tinha planos para ir à praia;

  • Um desconhecido que desafiei a escrever para este blogue, mas que declinou porque "não tinha tempo";

 

Estes casos reais são úteis para tirar uma grande conclusão que interliga todas estas histórias e que surge sob forma de duas passagens d´O Principezinho, de Antoine de Saint Exupéry. 

 

O que significa "cativar"?

 

É uma coisa de que toda a gente se esqueceu - disse a raposa.

 

(...)

 

O que é um rito? - perguntou o principezinho.

- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora diferente das outras horas.

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publicado às 09:00


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